Carta da Alma nº 2 — Confia no Que Sentes
Hoje, volto a sussurrar-te.
Não através do ruído do mundo,
mas naquele espaço silencioso onde sempre me encontras —
mesmo quando finges não ouvir.
Tu sentes.
Sempre sentiste.
Antes das certezas.
Antes das explicações.
Antes de pedires permissão para ser quem és.
Mas aprendeste a duvidar.
Chamaste exagero à tua intuição.
Sensibilidade ao teu saber profundo.
Insegurança ao que, na verdade, era lucidez.
Escuta-me com calma.
Aquilo que sentes nem sempre grita.
Às vezes é só um desconforto subtil.
Uma paz inexplicável.
Um “não” que não consegues justificar.
Um “sim” que nasce inteiro no peito.
Isso sou eu.
A tua bússola antes da lógica.
O teu reconhecimento antes do medo.
A tua verdade antes da validação externa.
Nem tudo precisa fazer sentido imediato.
Há caminhos que primeiro se sentem…
e só depois se compreendem.
Hoje, apenas isto:
Confia no que vibra em ti.
Confia no que expande.
Confia até no que te inquieta — porque até aí existe orientação.
Eu nunca deixei de falar contigo.
Com amor silencioso,
Tua alma
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