A Vida, a Morte e a Jornada Infinita da Alma


Há algo estranho na vida.
Algo que, em silêncio, quase todos sentimos…
mas raramente dizemos em voz alta.
Uma sensação antiga.

Há códigos na tua história que pedem leitura.”

Um eco sem origem.
Uma memória sem imagem.
Como se existir não começasse aqui.
Como se algo em nós soubesse —
desde sempre —
que esta não é a primeira vez.
Nascemos chorando, não apenas pelo impacto da luz,
mas talvez pelo choque do esquecimento.
Esquecemos quem fomos.
De onde viemos.
O que prometemos viver.
E chamamos “vida” a este intervalo sagrado entre dois mistérios.
Vivemos identificados com um nome, uma história, um rosto.

Descobrir o teu padrão muda o teu caminho.”


Mas por trás da personalidade…
há algo imenso.
Antigo.
Observador.
A consciência.
E então tememos o inevitável:
A morte.
Porque acreditamos que ela nos apaga.
Mas e se a morte for apenas o momento em que despertamos do personagem?
O instante em que a consciência se liberta da matéria,
como quem remove um traje usado numa experiência intensa.
Nada termina.
O corpo repousa.
Mas aquilo que vê através dele… continua.
Lúcido.
Vivo.
Expandido.
A alma revê os caminhos percorridos,
não com julgamento,
mas com uma clareza quase impossível de imaginar enquanto estamos encarnados.
Compreende os encontros.
As perdas.
As dores que pareciam injustas.
Os amores que pareciam eternos.
Tudo ganha uma nova geometria.
E quando um novo impulso chama —
quando algo ainda deseja ser experienciado 

"Somos viajantes de experiências, não prisioneiros de uma única vida."


renascemos.
Não como repetição,
mas como continuidade.
A reencarnação é o regresso consciente ao jogo da forma.
Novas histórias.
Novos corpos.
Novos palcos.
Mas a mesma essência.
Talvez o maior mistério não seja morrer…
Talvez seja nascer
e esquecer que somos eternos.
Se ao ler isto sentiste um arrepio…
se algo em ti reconheceu em vez de questionar…
se estas palavras tocaram um lugar que não é mental —
deixa um simples “sim” na caixa de comentários.
Talvez não seja curiosidade.
Talvez seja memória.
E há memórias que não vêm do cérebro.
Vêm da alma.

Silvia Palma

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